ÚLTIMAS

Nuno Artur Silva de saída da RTP

Nuno Artur Silva irá abandonar os destinos da RTP. O actual administrador de conteúdos da estação não foi reconduzido pelo Conselho Geral Independente.

Com o actual mandato do Conselho da Administração da RTP a chegar ao fim, o Conselho Geral Independente já começou a pronunciar-se sobre quem vai comandar os destinos da estação pública para os próximos três anos.

Dos três elementos da actual administração, o CGI apenas convidou Gonçalo Reis a continuar e a apresentar um novo Projecto Estratégico para a empresa  no triénio de 2018-2020.

O Conselho Geral Independente da RTP justificou a não continuidade de Nuno Artur Silva, que têm a responsabilidade de gerir os conteúdos da estação, com o facto de um eventual novo mandato ser "incompatível com a irresolução do conflito de interesses entre a sua posição na empresa e os seus interesses patrimoniais privados, cuja manutenção não é aceitável, não obstante o CGI, no âmbito das suas funções de supervisão e fiscalização, não ter verificado que isso tenha sido lesivo da empresa, no decurso do seu mandato".
Esta decisão está no facto de Nuno Artur Silva não se ter desfeito ainda das participações que têm na produtora Produções Fictícias e no Canal Q. Quando aceitou o convite para integrar o Conselho de Administração abdicou de todos os cargos que detinha nas empresas mas não da sua posição.

A situação suscitou várias críticas e acusações a Artur Silva e a Daniel Deusdado, director de programas da RTP, nos últimos dias - nomeadamente da Comissão de Trabalhadores da RTP -, por eventuais favorecimento na emissão de conteúdos na antena de formatos desenvolvidos por antigos colaboradores das Produções Fictícias.

Apesar desta decisão, o Conselho Geral Independente reconhece o "modo altamente meritório e sucessivamente reconhecido pelas instâncias de escrutínio da empresa" como liderou a "reconfiguração estratégica da política de conteúdos da empresa, numa óptica de serviço público de media".

A administradora do pelouro financeiro, Cristina Tomé, também vai abandonar a administração da RTP, tendo o CGI agradecido a "gestão empresarial eficiente, que se saldou pelo equilíbrio das contas e pela estabilização financeira, ao longo dos três anos de mandato".

Sem comentários